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Cooperativas constroem um mundo melhor

Para iniciar o ano de 2012, nada melhor do que falar sobre COOPERATIVISMO, e por ironia do destino este ano a 64ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o ano de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Destaco ainda, que por este motivo, a União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp), entidade que reúne 68 agremiações carnavalescas, lançou o tema e o logotipo oficial do Carnaval 2012. A entidade homenageia o setor com o lema "Cooperativismo dá Samba!"


Para falar sobre o magnífico mundo do cooperativismo, é preciso entender melhor o que significa o termo Cooperar – segundo o Dicionário Aurélio Cooperar significa operar ou obrar simultaneamente; trabalhar em comum; colaborar; cooperar para o bem público; cooperar para o trabalho em equipe. Indo para lado legislativo na Lei Cooperativista 5.764, de 16/12/1971, o termo Cooperativa é: “Uma sociedade de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeita a falência, constituída para prestar serviços aos associados”.

Desde o primórdio, o homem procurou formas de se associar para resolver seus problemas, seja para caçar, colher, pescar, defender-se, atacar, seja para produzir… etc. Pela história o cooperativismo já existe há quase dois séculos, mas estudiosos da área dizem, que não existe uma receita de bolo pronta para a implantação, pois o cooperativismo é, antes de tudo, uma filosofia do homem na sociedade em que vive, este que pretende construir uma nova maneira de processar a economia, baseando-se no trabalho e não no lucro; na ajuda mútua e não na concorrência e competição; nos valores e necessidades humanas e não na acumulação individual do dinheiro e na exploração do trabalho de outras mulheres e homens. É preciso enxergar que o cooperativismo visa o aprimoramento do ser humano em todas suas dimensões – social, econômica e cultural, preocupando-se também com seu entorno e com o meio ambiente, buscando construir uma sociedade mais equitativa, democrática e sustentável.


Segundo Mariani (2001), a natureza é um sistema integrado, onde cada partícula depende da outra para garantir a sua própria existência. Assim também é o homem. Foi ele quem descobriu a vantagem da ajuda mútua, fazendo com que surgissem experiências riquíssimas da cooperação em todas as civilizações. Com essa filosofia de cooperação mútua nasce o cooperativismo conduzido por idealistas como Robert Owen, Louis Blanc, Charles Fourier dentre outros, que defendiam propostas baseadas nas idéias de igualdade, associativismo e autogestão.

A ONU destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico, reconhecendo seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social, por oferecerem um modelo de negócio que contribui para o desenvolvimento socioeconômico dos cooperados e das comunidades onde atuam. Dados demonstram que atualmente, o cooperativismo está presente em mais de 100 países e soma mais de 800 milhões de cooperados, além de ser responsável por cerca de 100 milhões de postos de trabalho em todo o mundo. No Brasil, já são mais de 6.650 cooperativas, com mais de 9 milhões de cooperados, onde se destacam os ramos agropecuário, de crédito e de trabalho.

 

Diante desses dados não é utopia dizer que o futuro da humanidade pode ser o cooperativismo…

Na próxima década, o agronegócio vai ganhar ainda maior relevância conforme apontam os estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). As pesquisas projetam um período de alta das commodities agrícolas puxada pela demanda aquecida, principalmente dos nossos parceiros asiáticos. O aumento da população mundial e a melhora de renda impulsionam e diversificam o mercado internacional, e por sua vocação o Brasil vai ocupar lugar de destaque na oferta desses produtos e no combate à fome. Colabora também para reforçar a fixação do homem no campo. A geração de riqueza que se vislumbra com essa nova etapa rural brasileira vai possibilitar que finalmente a renda chegue com mais força aos pequenos produtores rurais.

 

E foi da iniciativa dos pequenos agricultores que nasceram as grandes corporações, que fazem parte da história desse país. Organizadas em associações ou cooperativas, buscaram na união a força para financiar máquinas e equipamentos. Na época da colheita, revezam os seus tratores e compartilham silos para os seus produtos. Criaram escolas, abriram estradas e buscaram a eletrificação rural. Um trabalho danado, com o olho sempre voltado para o céu, na esperança de condições climáticas favoráveis para as colheitas.

 

Agora, é chegada a hora do Brasil dar sua resposta, podemos começar agindo localmente, lutando por melhorias, por reconhecimento e por trabalho sério. São medidas importantes para que o bravo produtor rural persista no propósito de se fixar no campo e investir cada vez mais para produzir melhor.

 

Para finalizar, é preciso deixar claro que o cooperativismo exige que tenhamos a cabeça nas estrelas, os olhos no mundo, o coração no outro e os pés no chão.

 

Saudações Cooperativas

O conhecimento sempre se constrói em comunhão, em cooperação, por isso agradeço aos autores do livro Cooperativismo uma revolução pacífica em ação – Sandra Mayrink Veiga e Isaque Fonseca.

 
Fonte: Jornal Portal (1ª quinzena de março de 2012)

Luanna Guimarães é bióloga do Projeto Renascer, técnica em meio ambiente e membro articuladora do Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Goiás

 

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