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O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO

O primeiro passo: o diagnóstico da empresa

 

Certamente o enfrentamento de uma situação de crise no negócio nasce com a identificação mais precisa possível das causas que levaram o mesmo a perder, parcial ou totalmente, sua trajetória de sucesso.

 

Como um organismo vivo, a empresa exige, para sua saúde, o perfeito funcionamento e coordenação de todas as suas partes, movidas e orientadas por objetivos comuns, por visões compartilhadas do que quer alcançar, sob o comando de dirigentes capazes de inspirar o mover do negócio ao destino pretendido.

 

 

Igualmente, como organismo, a empresa “doente” apresenta sintomas reconhecíveis do mal que a aflige, sendo possível, com ferramentas e técnicas adequadas, identificar estes sintomas e suas causas.

 

Sem este trabalho inicial, as ações que tentem corrigir os caminhos do negócio podem, e frequentemente o fazem, mais agravar do que melhorar o quadro. 

 

Daí a importância da realização de um bom e eficaz diagnóstico do estado da empresa, dos erros e acertos cometidos, dos recursos ainda disponíveis e do uso que deles é feito, buscando relacionar estes fatores com os maus resultados do negócio.

 

Esse primeiro passo pode levar meses para ser executado, dependendo do tamanho e complexidade do negócio, mas um bom trabalho de diagnóstico vai determinar o sucesso de qualquer processo de reestruturação. Mal feito, pode significar perda de tempo e recursos preciosos e, em casos extremos, a inviabilidade das ações de reconstrução.

 

Segundo Passo: Análise do diagnóstico e criação do Plano de Ação

 

Findo o processo de levantamento de dados e estabelecido um diagnóstico, o passo seguinte envolve o enfrentamento da realidade em que vive o negócio.

 

Admitir falhas e delas extrair as lições que vão possibilitar a recuperação e o sucesso futuro envolve uma atitude de autocrítica que, para ser saudável, precisa ser honesta e construtiva. Meras trocas de acusações entre os responsáveis pela empresa ou a simples negação da realidade não apenas não resolvem os problemas, como podem aprofundá-los perigosamente.

 

Isso tampouco significa que as responsabilidades de cada administrador do negócio não serão levadas em consideração nas mudanças que certamente precisarão ser implementadas. Quer dizer, sim, que a avaliação do papel que cada um tem no quadro enfrentado pela empresa deverá ser feita por critérios objetivos, olhando para o que de importante para a recuperação do negócio esse papel entrega.

 

O Plano de Ação

 

A partir do diagnóstico, entramos no importante processo de avaliar os pontos fortes e fracos do negócio, os recursos (de toda natureza) que a empresa tem a seu dispor e a maneira como esses recursos podem ser usados de forma a permitir o reerguimento da empresa.

 

O detalhamento deste Plano será o guia para as ações de toda a organização e deverá ser claro em relação aos passos  a serem dados, com a determinação dos responsáveis por cada ação, seus prazos e resultados esperados, de modo a dar orientação segura a toda a estrutura decisória da empresa.

 

O Plano deve envolver, entre outros aspectos particulares do negócio:

 

Uma reavaliação completa e profunda do uso de cada recurso, inclusive dos talentos humanos à disposição, de forma a fazer que cada um deles seja colocado a serviço da recuperação e futuro sucesso da organização; cada recurso deve ocupar o melhor lugar para seu aproveitamento máximo.

 

Um plano permanente de redução de custos: não apenas um corte circunstancial destes, visando aliviar a pressão sobre o caixa da empresa, mas a implantação de uma filosofia perene de contribuição de todos para o aperfeiçoamento de processos, baseado na recompensa de cada contribuição implantada com eficácia. Custo reduzido deve implicar em reconhecimento pessoal e recompensa material.

 

Uma reavaliação do papel da empresa no mercado, examinando a posição de seus produtos e marcas, sua estratégia de vendas,  fixação de imagem e suas novas possibilidades de ação.

 

Um sólido projeto de saneamento financeiro, incluindo renegociação de dívidas, financiamento a custos razoáveis de novos projetos produtivos e implantação ou aperfeiçoamento de um eficiente sistema de controle interno (incluindo auditoria permanente de procedimentos).

 

Outros aspectos poderão ser incluídos no Plano de Ação, à medida que necessidades ou fraquezas forem sendo descobertas. O relevante é que este Plano seja o mais completo possível e que a administração da empresa não apenas o aprove, mas garanta sua execução, sendo, inclusive, modelo para o restante da organização nas práticas pelo Plano propostas.

 

Cada face do plano deverá gerar uma série de sugestões de ações a serem tomadas no sentido do saneamento das fraquezas ou reforço dos pontos fortes apontados.

 

Vale ressaltar que este plano não apenas é muito útil no processo de reestruturação da empresa por iniciativa própria, como é fundamental na criação de confiança por parte dos credores e do Judiciário nos casos de recuperação legal judicial e extrajudicial.

 

Nesta fase, quando for o caso, devem contribuir com suas experiências os especialistas eventualmente contratados para somar esforços no objetivo de criar um caminho razoavelmente seguro para o reerguimento do negócio. Na fase executória do plano, tais contribuições serão valiosas para dirigir os trabalhos.

 

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