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Contabilidade no Distrito Federal

Abertura de Empresa

A sustentável leveza do empreender

Eu tinha 21 anos quando criei meu primeiro negócio próprio. Havia saído num programa de demissão voluntária do Banco do Brasil e fui atrás de algo que me desse retorno financeiro e segurança. Ainda pensava com a cabeça de funcionário público.

 

Investi todo o dinheiro que tinha em um negócio totalmente fora do meu ramo de atividades. Perdi tudo em poucos meses e tive que recomeçar do zero. Fiz logo a seguir uma coisa que hoje é conhecida como Customer Development, uma metodologia criada por Steve Blank (falamos sobre isso no primeiro passo: Nade com os Tubarões) que é o desenvolvimento de um produto ou serviço em parceria com o cliente.

Estava em 1991 e muitos executivos tinham problema de selecionar e qualificar a leitura de jornais e revistas. Então desenvolvi um produto junto com meu primeiro cliente que é um clipping qualificado sobre os fatos mais relevantes para o negócio dele. Ou seja, não precisei investir um centavo sequer em um novo produto, pois o primeiro cliente custeava as assinaturas de jornal necessárias para o negócio rodar. Mas eu ainda não ganhava nada, a não ser a capacidade de fazer o dinheiro do meu custeio pessoal, já com o segundo cliente.

Ele veio em seguida, assim como o terceiro, o quarto, o décimo… Mas eu acabei desistindo do negócio para ter as minhas madrugadas de volta. E fui me dedicar àquilo que era a minha nova paixão (e continua até hoje), que é trabalhar com cinema. Pense grande, comece pequeno, cresça rápido – Essa espécie de mantra das startups tem um ponto focal: a boa gestão financeira e a guerra contra o desperdício.

O Customer Development e seu filho pródigo Startup Enxuta (Lean Startup, excelente livro de Eric Ries) é baseado no conceito de contabilidade enxuta, do Sistema Toyota de Produção (STP). Criado por Taiichi Ohno na década de 1950, visava a classificação e a gestão das perdas e desperdícios, criando cortes nas despesas e na burocracia, focando naquilo que é essencial.

Em síntese, o princípio da contabilidade buscava reduzir a emissão de relatórios e processos burocratizantes, que tomam tempo, mas não são produtivos, tornando a empresa mais leve e mais focada em resultados.

Não há nada tão essencial no processo de construção de uma empresa quanto a gestão das finanças. Eu custei a aprender isso. Joguei milhares de reais na lata do lixo por deixar as rédeas das finanças muito soltas.

Hoje em dia, há uma centena de soluções de baixo custo e alto desempenho em relação ao controle financeiro. Muitas ferramentas online, integradas com os sistemas dos principais bancos do mercado.

Mas há uma coisa mais importante do que controlar bem as despesas e reduzir o desperdício: o plano de negócios. Costumo defini-lo como a tradução da linguagem do power-point para a linguagem do excel. Ou a difícil tarefa de colocar a grandeza dos sonhos nas células limitadoras de uma planilha financeira.

A base de sustentação de uma empresa está no equilíbrio entre receita e custeio. Se não soubermos o quanto ela custa em seus mínimo detalhes, não seremos capazes de construir uma proposta concreta de captação de recursos suficientes para mantê-la de pé. E de fazê-la prosperar.

Quando falamos em controle financeiro, não estamos apenas falando de saber como estamos gastando o nosso dinheiro, mas sobretudo se estamos conseguindo nos manter dentro de metas e objetivos estabelecidos no plano de negócios. E quando falamos em sustentabilidade estamos lidando com algo além do equilíbrio entre despesa e receita. Estamos falando do equilíbrio da empresa com o planeta e a sociedade.

No caso dos empreendimentos criativos, seria mais interessante falar em pessoas e sua produção simbólica. E no equilíbrio entre a proposta de valor, a maneira de fazer o negócio acontecer e sua viabilidade financeira. O fator ética ganha importância. Mas isso é assunto para o sexto passo.

 

 

Fonte: http://www.empreendedorescriativos.com.br/

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