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10 práticas do empreendedorismo suicida

Caro leitor, muito se fala sobre a força do empreendedorismo e sua contribuição para uma economia forte e saudável. Abordam-se também os riscos inerentes à atividade, as ilusões, e os benefícios sempre presentes – para os bem sucedidos.

 

Em meio a isso, muita retórica, clichês vazios, e uma avalanche de opiniões de quem jamais na vida empreendeu se quer uma honrosa carrocinha de cachorro quente. Aliás, conviver algumas horas ou dias com o dono de uma carrocinha dessas, deveria fazer parte da grade curricular da maioria dos cursos de empreendedorismo.

 

Mas no meio desse turbilhão de informações, algumas se destacam como essenciais e muitas vezes estão diretamente relacionadas ao fracasso. Então, crentes de que poucas iniciativas ensinam melhor do que o insucesso, desta vez, navegaremos na contramão de receituário comum, destacando aqui as práticas comumente exercidas por empresários iniciantes (e muitas vezes por outros bem experientes) que ajudam a abreviar o caminho para as falências e as frustrações empresariais.

 

Vamos lá:

 

1. Não seja apenas confiante diante dos desafios e eventuais adversidades, no lugar dessa postura tão tímida, simplesmente acredite ser absolutamente invencível;

 

2. Seja “moderninho” e o quanto antes sepulte o conceito de que a empresa e os investimentos servem primordialmente para remunerar o risco dos investidores e empreendedores;

 

3. Mergulhe de cabeça nos modismos corporativos e empreendedores, principalmente se os mesmos forem concebidos por “mentes brilhantes” repousadas em cabeças de especialistas que jamais empreenderam na vida;

 

4. Despreocupe-se com as questões formais e documentais. Em um ambiente de negócios pouco burocrático como o brasileiro, isso certamente será a chave para a sustentação empresarial;

 

5. Maximize a sua avaliação e o julgamento diante dos êxitos potencias do seu empreendimento e minimize os riscos;

 

6. Cultive a idéia de que largar um emprego fixo, e se tornar dono do próprio negócio, certamente lhe trará uma rotina com menos dedicação, menor stress, e menos tempo dedicado ao trabalho;

 

7. Opere com um planejamento financeiro capenga;

 

8. Gaste mais do que ganha;

 

9. Dilapide o seu patrimônio pessoal em benefício do seu sonho. Será excelente não poder contar com nada, caso o seu negócio não se prove viável;

 

10. Limite o seu universo intelectual aos livros da auto-ajuda empresarial;

 

Existem muitas outras práticas “virtuosas”, mas essas certamente estão entre as mais comuns.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

 

Fonte: saiadolugar.com.br

 

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