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Abertura de Empresa

Criatividade + sustentabilidade

São dois temas muito interessantes, que estão na pauta de muitas pessoas e da mídia em geral, embora poucos entendam o que de fato são. Entendem menos ainda o que isso possa ter a ver com empreendedorismo e com o momento atual do mercado no Brasil e no mundo. Mas, pergunto, importa ter um conceito exato ou importa saber no que isso impacta seu negócio ou sua vida?

Meu convite é para que você entenda o caos no qual estamos imersos e a possibilidade de ordem – ou de nova ordem – que surge a partir disso. E principalmente, entender que ao final dessa viagem é em suas mãos que está à chave para decidir o que será seu futuro.

Vamos começar pela sustentabilidade. Estou farto de ouvir asneiras a respeito de sustentabilidade. Muita gente tenta dizer o que é isso e, principalmente, tenta dizer o que é isso segundo seus próprios critérios e conveniências. Claro que não funciona.

Pensando do ponto de vista dos negócios, sempre que uma empresa (não importa o tamanho) se diz sustentável o que está tentando fazer é chamar para si mais clientes/consumidores que deveriam preferi-la porque, agora, carrega a bandeira da sustentabilidade. No entanto, essa bandeira em geral não é a que representa os conceitos amplamente aceitos de sustentabilidade. Logo, não demora em que o mercado se dê conta de que não falam a verdade. Mais ou menos como você dizer que é o sujeito mais bacana do pedaço segundo… você mesmo.

O conceito de sustentabilidade nasceu a partir dos negócios, por mais difícil que seja acreditar nisso. Foi o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da ONU que, em 1969, primeiro manifestou preocupação com o estado do meio ambiente e dos recursos naturais em nosso planeta e com o fato de que a deterioração destes poderia implicar em danos sérios ao desenvolvimento humano. A partir disso muita coisa aconteceu e em 1985, a Dra. Brundtland nos brindou com o conceito – agora clássico – de sustentabilidade. Embora tenha esse nascimento à sustentabilidade fala, fundamentalmente, do Homem.

Se quisermos ter um novo tipo de relacionamento com o meio ambiente, é necessário um novo tipo de relação com o consumo. Logo, precisamos rever nossas necessidades e redefinir nossos padrões. Na esteira disso tudo surge à necessidade de um novo tipo de relacionamento com nossos semelhantes, portanto, com a sociedade na qual estamos inseridos. Seu negócio, tanto quanto qualquer outro é feito de pessoas. Pessoas que fornecem que compram e pessoas que trabalham na sua empresa.

Com isso, é inevitável concluir – em minha opinião – que vivemos um momento ímpar. O momento de um novo renascimento. No séc. XVI, em Florença, as pessoas chegaram à conclusão de que o Homem deveria ser privilegiado não somente nas artes, mas em todas as relações. Noutras palavras, passamos a ser entendidos como de fato somos: protagonistas de nossa história. Esse movimento cultural teve seus desdobramentos e reverberações por todo o ocidente.

Essas forças nos trouxeram até aqui e, inclusive, impulsionaram a revolução industrial, que no século XIX mudaria drasticamente a face do mundo. Entretanto, ao contrário dos séculos que nos precedem, nesse ponto de nossa trajetória temos algo absolutamente novo: a sociedade é capaz de manifestar-se. O direito ao protagonismo nunca foi tão democraticamente distribuído!

Graças à convivência em rede proporcionada pelo advento da internet e mais recentemente das redes sociais. Não pense que falo apenas das manifestações de cunho político; se você pretende empreender é fundamental ouvir o que dizem seus prováveis clientes e fornecedores. As lógicas estão se invertendo e transformando.

Veja recentemente um grupo de jovens lançou uma plataforma que se chama 99Jobs. Confira no Facebook. O que eles fazem? Oferecem ao mercado as opiniões e impressões sobre empresas em geral. Quem dá essas opiniões? Pessoas que trabalham ou já trabalharam nessas empresas. Quem se serve disso? Pessoas que buscam emprego. Noutras palavras, não importa mais o que diz o Guia Exame; se antes quem escolhia um candidato eram as empresas agora as empresas é que é candidatas a ter ou não uma determinada pessoa em seus quadros. Entendem o que digo? O Homem está no centro das atenções.

Justamente a liberdade de escolher é o que nos diferencia. Somada a essa possibilidade temos outra, igualmente fundamental: entendemos que somos capazes de criar nossa própria realidade. Ou seja, se o que temos não nos interessa, criamos algo novo. Isso muda radicalmente o estado de coisas vigentes até o final do séc. XX. Mas o que a criatividade tem a ver com isso?

A criatividade é inerente ao Homem. Criatividade: a atividade ou ação de criar. A força que nos impulsionou e continua impulsionando a evolução é justamente a capacidade que temos de observação dos nossos semelhantes e, copiando seus inventos, programar melhorias e evoluir. Geralmente essa ideia é associada, ao mundo das artes ou a pessoas que têm idéias simpáticas no ambiente de trabalho. No entanto, é a força criativa o que impulsiona o caminhar do Homem sobre a Terra.

Quando juntamos nossa capacidade criadora à sustentabilidade e aos negócios vemos algo novo surgir. Novo e poderoso. Desnecessário mencionar o quanto consumidores já valoriza produtos e serviços que respeitem a natureza e as pessoas. Não subestime, portanto, a inteligência das pessoas ao formatar seu negócio. Ao contrário, valorize a opinião e as necessidades (não as vontades) dos consumidores.

Recentemente começamos a falar em economia criativa. Não, não falamos apenas da indústria cultural, mas de tudo o que está baseado no conhecimento. Esse novo capítulo faz com que seja possível ver de maneira mais clara as possibilidades de nossa capacidade criadora. Nesse ponto sou forçado a me lembrar da Itália, onde mais de 80% do mercado é formado de pequenas e médias empresas. Ou seja, uma das maiores economias do mundo baseia sua força em empresas como a sua. Empresas inovadoras, criadoras, fruto de pessoas inovadoras e criadoras!

Olhando o Homem com outras lentes, despidos dos padrões que até então nos nortearam, unindo sustentabilidade e economia criativa tem em nossas mãos o instrumental que nos permite estabelecer uma nova realidade, fruto de nossas escolhas, não imposta, mas surgida das necessidades legítimas do grupo no qual estamos inseridos. Essencialmente podemos sair da matriz cartesiana e mecanicista que governa o mundo desde o século XIX e criar algo inteiramente novo.

Fonte:http://www.empreendedorescriativos.com.br/artigos/criatividade-sustentabilidade/

 

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