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O que o empreendedor precisa saber sobre pró-labore e distribuição de lucros

Como todos podem imaginar, empreendedores não vivem de ar ou da pura empolgação em falar “Arriba, Arriba, ai ai!” a cada novo cliente fechado. A matemática é básica: empreendedor cria empresa -> empresa gera valor para o cliente -> cliente paga empresa -> empresa paga empreendedor.

 

É muito normal um pequeno empresário ter dúvidas sobre como essa última parte funciona. Aí fica a pergunta: como o empreendedor recebe dinheiro da própria empresa sem fazer nada errado e sem se afogar em impostos?

 

Empreendedor,  cuide bem do seu rico dinheirinho!

 

São 3 formatos diferentes para o empreendedor ser remunerado pela própria empresa:

 

1 -Pró-labore

 

Ele funciona praticamente igual a um salário. Por isso, sobre ele incidem dois impostos:

 

2 - Distribuição de lucros

 

Empresas faturam, pagam impostos, contas e, com isso, geram lucro. Esse lucro pode ser distribuído entre os sócios sem que seja novamente taxado com IRPF, já que empresas pagam IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) sobre o que ganham.

 

Para que a distribuição de lucros seja feita da maneira certa, existem algumas diretrizes que o Empreendedor precisa tomar:

 

3 - Juros sobre Capital Próprio

 

4 - Esse formato é mais usual para empresas com grande capital social. A ideia aqui é o sócio receba uma recompensa pelo capital próprio investido.

 

Existem duas taxa para o cálculo desse valor: a TJLP e a Selic.

 

Dicas úteis para lidar com pró-labore e distribuição de lucros

 

a) Se a sua empresa gera lucro, remunere os sócios o máximo possível por distribuição de lucros.

 

Isso porque o valor passado ao empreendedor em distribuição de lucros é limpo, já que no pró-labore incidem IRPF e INSS. 

 

b) O pró-labore não é obrigatório e não existe um valor mínimo para ele.

 

Tudo que se refere ao pró-labore deve estar estabelecido no Contrato Social. Uma boa saída para não ter isso escrito em pedra é utilizar no Contrato Social: “valores e periodicidade de pró-labore serão definidos pelos sócios”.

 

É muito comum sócios não tirarem pró-labore e terem um contrato de trabalho que paga um salário mínimo ao mês.

 

c) A distribuição de lucros não precisa ocorrer apenas anualmente e proporcional ao capital social

 

Desde que esteja colocado no Contrato Social qual a frequência, a distribuição de lucros (desde que haja lucro) pode ocorrer, por exemplo, mensalmente.

 

Além disso, os sócios podem definir que a distribuição de lucros não precisa ser diretamente proporcional ao capital social de cada um deles. Ou seja, um sócio pode receber a mais por um critério a ser definido, por exemplo desempenho ou vendas realizadas.

 

d) Como o empreendedor declara esses diferentes ganhos em sua declaração de imposto de renda de pessoa física?

 

O formulário de declaração de IRPF contém campos específicos para cada uma das 3 formas de recebimento. Por isso, procure sempre o campo exato.

 

Além disso, vale sempre a pena lembrar que uma boa ferramenta de gestão financeira pode facilitar muito o seu dia-a-dia.

 

Luiz Piovesana 
Fonte: Saia do Lugar

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