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Plano Real e o combate a inflação

Há 20 anos, através da Medida Provisória 482 (posteriormente convertida na Lei nº 8.880), surgia a URV – Unidade Real de Valor, parte integrante do Plano Real.

  

O Plano Real não foi  a primeira tentativa do governo brasileiro para debelar a inflação que corroía a riqueza nacional. Tendo como antecessores uma série de planos impopulares não se vislumbrava a principio, um final diferente para este. A população brasileira já não tinha credibilidade nas políticas econômicas engendradas pela administração federal; a lembrança dos plano Verão e Collor, marcados pelo confisco dos depósitos bancários, era muito recente.

 

Na década anterior, em meio às profundas mudanças que se operavam no cenário político nacional, o país passava por um período de profunda recessão econômica e crise monetária que, impulsionado pelas diversas modificações sofridas pela moeda brasileira, resultaram num período de mega inflação marcada, na maior parte das vezes, pela indexação quase diária dos preços. A população brasileira estava dominada pela insegurança no poder de compra do seu dinheiro, o que a levava a diminuir o consumo e retirar a moeda de circulação, através de investimos bancários reajustados pelas taxas de inflação.

 

 

São desse período os diversos exemplos que temos de pessoas que chegavam a vender a própria casa para depositar o seu valor na caderneta de poupança. O ato de retirar moeda de circulação agravava o problema inflacionário, pois gerava uma crise de liquidez.

 

Para tentar debelar esse cenário de crise foram colocados em prática diversos planos econômicos, como o Plano Bresser e o Plano Cruzado. O primeiro provocou medidas impopulares, ao provocar perdas nas cadernetas de poupança, numa tentativa de reduzir a fuga de moeda para essa modalidade de investimento. Já o segundo provou congelamento de preços, confisco de bois, desabastecimento de gêneros de consumo; são dessa época as cenas de filas em padarias e açougues.

 

Na administração Collor, lembrada pelo impeachment que marcou a queda do presidente da república, forma desenvolvidos os planos que levam o seu nome e o Plano Verão. Estes forma marcados pela desindexação, mudança da moeda, congelamento de preços e salários, confisco por 18 meses de 80% dos bens privados. Todas essas medidas não conseguiriam conter a inflação, além de provocar estagnação da produção industrial.

 

Em 1993, o então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso consegue mobilizar parlamentares e a opinião pública em torno de um novo plano econômico: o Plano Real. Este incluía medidas como o controle do déficit público e uma profunda reforma monetária.

 

O sucesso do Plano Real se deve a diversos fatores que, se aplicados isoladamente, não teriam nenhuma influência decisiva nos rumos da nossa história econômica do Brasil.

 

Autor: Edvaldo José Ferreira
Fonte: http://www.contabeis.com.br/

 

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